Quem sou eu? Pergunta potencialmente complexa, mas para simplificar: 23 anos, médico, recém-formado pela Universidade Federal do Paraná, prestando Serviço Militar no Exército Brasileiro como Aspirante-a-Oficial Médico. Para não deixar as coisas tão simples assim: a cidade de designação é Tabatinga – AM, no interior da Amazônia.
Do que se trata este blog? Trata-se de um relato fiel (na medida em que um narrador não-confiável permite, claro) de minhas experiências num quartel localizado na fronteira Brasil-Colômbia, neste ano de 2011 – meu ano na selva.
Estou acompanhando o seu blog. Muito interessante, achei a ideia legal assim posso conhecer um ´pouco mais da selva brasileira. Será que voce podia mandar umas fotos de Sao Joaquim e do 5º bis. tenho filho nesta região e tb médico.e muito interesse em saber e conhecer um pouco mais sobre o lugar.
Olá Julia, obrigado pelo elogio. Entrei em contato contigo por e-mail!
João,
Tenho acompanhado teu blog e muito me animam suas histórias!
estou me formando pela Evangélica no final do ano e sou voluntário para servir na amazonia!!
Gostaria de tirar algumas duvidas e saber da sua impressão… Podemos nos corresponder por email?!
Muito obrigado!
Selva!!
Com certeza, Guilherme, qualquer dúvida/pergunta é só me enviar! Selva!
Relatos fielmente contados de uma ótica conveniente. Muito bom!!! Vou divulgar para os meus contatos!!
Abraços!!!
Thiago Santos
Gosto muito de seu blog! Tenho uma dúvida sobre a rede de selva. Chegou a pegar chuva com ela? Gostaria de saber se a água escorre pelos cordões!
Abraço
Oi Gasparello!
Não cheguei a pegar nenhuma chuva pesada enquanto utilizava a rede de selva, então nunca sofri com isso. Mas lembro que era um problema comum relatado pelos colegas militares, que diziam incomodar muito. Os mais bizurados tentavam evitar que a água escorresse amarrando outras cordas/galhos etc. antes do ponto de apoio das cordas principais com a rede, escoando parte da chuva que acumulava por meio de capilaridade. Não sei se deu pra entender, mas era isso.
Abraço!
Olá, meu nome é Natalia, encontrei seu blog hoje.. me formo em Medicina neste ano pela Universidade Federal Fluminense, e tenho muita vontade de servir na Amazônia.. Gostei muito do seu blog. Mas, se pudesse me passar algumas informações, seria muito bom para mim. Vc acha que é muito ruim para mulher??? Vcs moravam aonde exatamente?? Como é a distribuição nas cidades?? Desde já agradeço.. Parabéns pelo blog e pela disposição!!!
Oi Natália! Obrigado pelos elogios… vamos às dúvidas então!
1. Não acredito que seja ruim para mulheres, não. Claro que tudo depende da personalidade de cada um (e, em alguns treinamentos, as mulheres podem sofrer um pouco mais por questõs de higiene íntima, menstruação etc.), mas o Exército geralmente trata muito bem os médicos de ambos os sexos. Uma colega minha, inclusive, escolheu ser transferida para servir no Haiti, enquanto que nenhum homem tomou a mesma decisão. Digo, no entanto, que é sempre melhor ir acompanhada por algum(a) colega/companheiro, porque as coisas ficam muito mais fáceis (alugar casa, trocar plantões etc.)
2. Eu morava com mais dois colegas em uma casa alugada, bem próxima ao batalhão onde trabalhava. Ficava 700 reais no total (mais a conta de luz). Em Tabatinga existem várias opções, dificilmente alguém encontra problemas pra achar uma boa moradia.
3. A distribuição varia um pouco de região para região. Geralmente no momento da seleção você já pode pedir para ser designada para um local específico – por exemplo, você poderia escolher o Hospital de Guarnição de Tabatinga, ao invés do 8º Batalhão de Infantaria de Selva em Tabatinga. Se você só escolher a cidade de Tabatinga, o próprio Exército tratará de te alocar a um dos lugares. Eles geralmente preferem colocar as mulheres em hospitais do que em batalhões.
Qualquer outra dúvida/pergunta é só me enviar!