Duas coisas saltam à mente sempre que se fala sobre uma viagem a uma região desconhecida: pontos turísticos e comida local. Embora tirar fotos junto a lugares famosos seja uma atividade imprescindível a qualquer viajante que se preze, é através do paladar que se pode realmente conhecer uma nova cultura.
Pode até parecer exagero da minha parte – e, honestamente, é -, mas o ato de experimentar a culinária regional é fascinante por envolver toda uma operação logística por parte do turista. Há a coleta de informações com residentes locais, o reconhecimento de produtos diferentes, a negociação com vendedores inescrupulosos (prontos para sugar o máximo de dinheiro dos desavisados) e, por fim, a degustação. Nesse estágio, pouco importa se o alimento é de fato bom ou não. Arrisco até a dizer que descobrir um sabor desagradável constitui uma melhor experiência, uma melhor história para depois contar ao amigos.
E que histórias tenho para contar sobre a gastronomia manauara? Posso dizer que os grandes destaques da região são, previsivelmente, os peixes e as frutas. Daqueles, o melhor foi, sem dúvida, o pirarucu – além de saboroso, o bicho é bonito. Tucunaré, tambaqui e surubim também são boas pedidas.

Pirarucu
Sobre as frutas, a mais popular é o cupuaçu. Tanto em sua forma natural quanto em seus derivados (de sucos a bombons), ele marca presença em quase todo estabelecimento alimentício. O gosto levemente azedo é bom, mas depois de certo tempo começa a enjoar. Nada que trocar de fruta não resolva; taperebá e tucumã são ótimas alternativas.
Cupuaçu
No fim, sobraram boas experiências e faltaram ruins. Bom para meu lado gourmet, ruim para meu lado blogueiro.
Selva!
p.s.: ah sim, tem uma coisa da qual não gostei mesmo – pupunha. Tem gosto de beterraba seca.
Ai meu amigoo eu moro em Manaus e tambem odeio pupunha